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Empresa privada e neurocientista brasileiro criam robôs diferentes que permitem que paraplégicos e tetraplégicos consigam andar

Dentre as várias privações a que está sujeita uma pessoa paraplégica, uma das mais difíceis de gerir é a de não conseguir se manterEksoSuit6 de pé e estar sempre dependente de alguém. Uma empresa americana, a Ekso Bionics, quer usar a tecnologia para melhorar a vida dessas pessoas e criou um robô para ser “vestido” e assim ajudar as pessoas com deficiência física a levantar e andar.

A estrutura, espécie de roupa robô, é de alumínio e titânio e funciona com uma bateria, pesando cerca de 25 quilos. Os criadores garantem que é possível um usuário passar da cadeira de rodas para a “roupa” em 5 minutos, já que o design do produto é feito para tornar simples a entrada e saída dos membros. Depois, com a ajuda de muletas, ele pode se mover sozinho.

Por enquanto, o Ekso Bionic Suit foi lançado para ser usado em hospitais e centros de apoio médico, com supervisão, mas a ideia é que passe a ter uso doméstico já no próximo ano. Veja como o produto pode mudar a vida de pessoas paraplégicas no vídeo abaixo.

Porém o passo mais avançado deste tipo de equipamento vem de um brasileiro, o Dr. Miguel Nicolelis, um dos neurocientistas mais importantes do mundo, que divulgou em seu perfil no Facebook as primeiras imagens do exoesqueleto robótico que poderá auxiliar um paciente tetraplégico a dar o pontapé inicial da Copa do Mundo 2014, que acontecerá no dia 12 de junho.

1467209_709083092435673_817470039_nAs fotos publicadas por Nicolelis mostram alguns detalhes da parte frontal e lateral da estrutura. Controlado pela mente, o equipamento faz parte do projeto “Andar de Novo”, iniciativa conduzida pela Universidade de Duke (EUA) e o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra.

O experimento tem como objetivo construir no Brasil a primeira neuroprótese capaz de trazer a mobilidade de volta a pacientes com paralisias severas. E, ao que tudo indica, os cientistas envolvidos, liderados por Nicolelis, estão muito próximos de conquistar esta meta.

Em um pequeno vídeo, também publicado pelo neurocientista da rede social, é possível observar o exoesqueleto, que veste um manequim, fazendo um leve movimento para frente, como um chute.

Segundo Nicolelis, em artigo publicado no site da revista Brasileiros, experimentos com a primeira geração da chamada “interface cérebro-máquina” foram realizados em macacos. Com ela, estes animais conseguiram controlar movimentos usando apenas a sua imaginação.

De acordo com ele, os macacos foram capazes de executar tarefas a partir de braços e pernas mecânicos. “Utilizaram o seu próprio pensamento para jogar videogames ou mover objetos localizados próximos a si ou em ambientes remotos”, explicou o neurocientista.

Fontes: Eme Viegas, da Hypeness e Revista Exame

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HIV: portadores do vírus podem ter filhos sem correr riscos

Portadores de HIV que desejam ter filhos podem tornar esse sonho em realidade através da reprodução assistida. Com a união de casais sorodiscordantes – quando apenas um dos parceiros tem o vírus – é recorrente o desejo de vencer a última barreira imposta pela Aids: a procriação.

a happy couplePor meio de um processo chamado de dupla lavagem de sêmen, é possível gerar um bebê saudável sem que a mãe seja infectada. O tratamento é mais simples quando a mulher tem o vírus e o homem não. Basta inseminá-la com o esperma e acompanhar a gravidez com cuidado para evitar a transmissão do vírus ao feto, chamada transmissão vertical. Segundo os médicos, o mais indicado é que o bebê nasça de cesariana, receba a droga AZT nos primeiros três meses de vida e não seja amamentado pela mãe.

Em um estudo recente, somente 4 dos 11 estudos relataram testagem viral nos sêmens depois de lavados, e as taxas de positividade para o HIV variaram de 2,5% a 7,7%. É importante frisar, no entanto, que somente sêmens com resultado negativo para o HIV pós-lavado do esperma foram empregados para reprodução assistida.

As técnicas de lavagem de sêmen são utilizadas desde 1992 para todos os procedimentos de reprodução assistida – independente dos casais serem soropositivos. Segundo Áurea Abbade, presidente do Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS (GAPA), o uso desse procedimento, porém, não é comum. Ela acredita que o motivo seja o alto custo (veja quadro abaixo).

Na maioria dos casos os casais acabam recorrendo a outros métodos por causa do valor.  Áurea ainda conta que as mulheres portadoras do vírus da aids muitas vezes optam por engravidar e, para que a criança não seja infectada, seguem à risca o acompanhamento que consiste em pré-natal, anti-retrovirais durante a gravidez e após o nascimento do bebê. Além do parto cesárea – que é o modo mais seguro de dar à luz sem haver troca de sangue entre a mãe e o bebê. “É um jeito mais barato e que já vem sendo feito há anos.

Fonte: Google Health

Onde fazer:
Os interessados podem procurar centros públicos especializados em reprodução assistida. A maioria se encontra em universidades federais e estaduais, como a UERJ, UFF, USP, Unifesp e UFRGS. Se o casal preferir clínicas particulares, os endereços podem ser consultados em uma lista de centros associados no site da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. O valor em clínicas ligadas a ONGs gira em torno de R$ 3.000,00 (inseminação) e R$ 8.000,00 (fertilização in vitro), contando os remédios e procedimentos.