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Aprenda a esterilizar a chupeta e evite doenças para o bebê

O bebê não nasce com seu sistema imunológico, sua boca ainda é estéril, e é nos primeiros anos de vida que será formada a flora bucal. Por isso, é importante evitar ao máximo que os pequeninos tenham contato com alguns tipos de bactérias, pois é nesse período da vida que elas se instalam com mais facilidade.

“Ao limpar a chupeta com a própria boca, beijar o bebê nos lábios ou dividir talheres com ele, a mãe está expondo a criança a doenças para as quais seu sistema imune ainda não está preparado para enfrentar. Coqueluche, gripes, herpes são algumas das doenças transmitidas pela saliva”, diz a odontopediatra, Renata Sampaio.

Além disso, as bactérias patogênicas dentais (responsáveis pela cárie) também são transmitidas pelo contato direto com a saliva. “Até no caso das bactérias causadoras de doenças periodontais, já se sabe que pelo menos um tipo (a conhecida como A.a.) pode ser encontrada na primeira dentição de até 10% das crianças. Desta forma, é melhor evitar o contato direto da saliva do adulto com a boca do bebê, para minimizar o contágio”, diz Renata.

saudebucalchupetarepreQuando as bactérias são benéficas
No entanto, um estudo sueco recente indicou que limpar a chupeta com a boca pode diminuir a prevalência de alguns tipos de alergias como a eczema (dermatite) e a asma. Embora ainda precise de mais dados científicos, essa tese defende que, ao entrar em contato com as bactérias da saliva de um adulto, o sistema imunológico da criança fica menos propenso e esses tipos de alergias.

“Porém, o risco de que a criança adoeça por outras patologias mais graves não deve compensar esse benefício. São muitos os fatores que influenciam a propensão às alergias, tais como infecções durante a gravidez, a mãe ser alérgica, o contato com ácaros, o uso de leite bovino nos primeiros meses de vida e a exposição ao cigarro, tanto na gestação quanto na primeira infância”, diz a dentista.

Esterilizar é a melhor opção 
Segundo Renata, a melhor forma de higienizar chupetas e mamadeiras do bebê é fazer a esterilização desses objetos. “A esterilização dos bicos deve ser feita fervendo-os por 20 minutos diariamente, no primeiro ano de vida da criança. Também é importante trocar chupetas e bicos de mamadeira a cada 2 meses, no máximo”, diz a dentista.

Depois de esterilizados, chupetas e bicos de mamadeiras devem ser secos e guardados em recipiente fechado.

Fonte: http://saude.terra.com.br/


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Síndrome de Burnout. Você sabe o que é?

40% dos médicos americanos sofrem de esgotamento emocional – Especialista defende mudança na forma como os médicos são educados

A Síndrome de Burnout, também chamada síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). A principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos, que são oriundas de condições de trabalho desgastantes. A síndrome pode se manifestar nas mais diversas áreas de atuação onde há envolvimento interpessoal direto e intenso. Os profissionais da área médica – repleta de decisões que afetam a vida de pessoas – são cada vez mais atingidos por esse mal.

Esse tema é analisado na edição de estreia da publicação Burnout Research, dos EUA, especializada no assunto. Uma pesquisa mostra que 40% dos médicos do país sofrem de esgotamento emocional. Alguns especialistas acreditam que o Burnout é “inevitável”, dado o ambiente de alta pressão em blocos cirúrgicos, UTI e em outras situações de risco à vida de pacientes.

Anthony Montgomery, professor de Psicologia do Trabalho e de Organizações na Universidade da Macedônia, é 10537021_725751030824073_8503453233121238968_nespecialista em esgotamento médico. Para ele, a formação acadêmica que os profissionais recebem pode levar a uma carreira de frustrações e situações de alto estresse. E as consequências podem prejudicar o atendimento que prestam. Ele explica que, que enquanto os médicos interagem com as pessoas diariamente, seus valores estão focados quase inteiramente em suas capacidades técnicas, deixando-os com poucas ferramentas para compreender e cuidar da interação social, bem como colaborar como parte de uma equipe maior.

Segundo Montgomery, durante o período acadêmico os melhores alunos são escolhidos a partir de altas pontuações em provas, de modo que a faculdade de medicina torna-se uma extensão da escola. Na época da residência são inseridos em um ambiente mais social, em que precisam interagir com pacientes, funcionários do hospital e colegas, de uma forma que podem não estar devidamente preparados, sem a capacidade emocional adequada para lidar com experiências extremamente estressantes e muitas vezes traumáticas.

Estudos mostram que cirurgiões, obstetras e ginecologistas são os que mais têm risco de sofrer da síndrome de Burnout. “A ironia é que os médicos são o grupo que as pessoas não querem que sofra de estresse, mas estamos aumentando a possibilidade de que eles cometam erros”, diz Montgomery, na Burnout Research. “Os médicos entendem que sua função é ser o melhor médico possível, mas não necessariamente entendem como servir ao hospital e à comunidade da melhor maneira”, completa.

Outra pesquisa, publicada pela JAMA (Journal of American Medical Association) em 2013, ressalta que as consequências do Burnout foram diagnosticadas em 36% dos 2.556 médicos entrevistados, todos com grande responsabilidade em suas instituições. Outros estudos citados pela Burnout Research também ligam o transtorno a atendimentos de pior qualidade e aumento das taxas de erros médicos.

Montgomery acredita que, apara aliviar a pressão sobre os médicos, é preciso rever a forma como os médicos são educados, a fim de garantir habilidades sociais e de liderança. Melhorar a relação médico-paciente também pode ajudar, de forma que ambos colaborem nos tratamentos, ao invés do atual sistema hierárquico. “A verdade incômoda é que nós podemos precisar imaginar a saúde de uma forma nova, que aceita erros como algo inevitável, desmitifica o médico como super-herói”, conclui. As informações são da revista Time.

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Sem tratamento específico, ebola coloca o mundo em alerta

Após a morte do americano Patrick Sawyer – consultor do Ministério das Finanças da Libéria que voo para Lagos, capital da Nigéria – no último dia 25 de julho, o mundo parece ter aberto os olhos para uma das doenças mais fatais da atualidade: o Ebola. Isto porque, com a viagem de Sawyer, a doença chegou a um quarto país, onde ainda não havia relatos de casos, dando espaço a um ‘alerta vermelho’ em centros importantes, como Estados Unidos, Hong Kong e Reino Unido. O temor de uma epidemia agora é eminente em todo o mundo – e não só na África, onde o surto acontece.

Desde 1976, quando dois surtos aconteceram de forma simultânea – em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo – e o vírus foi diagnosticado pela primeira vez, já aconteceram 25 surtos de ebola em diferentes países da África. No entanto, o que está em curso este ano é o mais trágico deles, tendo matado, até o final de julho, 729 pessoas (incluindo Patrick Sawyer) e atingindo outras 1393 vítimas.  Além disso, esta é a primeira vez que a doença alcança centros urbanos e capitais nacionais, saindo de aldeias remotas da selva do centro-oeste africano.

O surto atual foi relatado, primeiramente, em Guiné, com alguns casos. Em seguida, outros foram registrados em dois diferentes países: Libéria e Serra Leoa.

“Presenciamos um novo surto de Ebola que, de maneira inédita, se espalhou para além da fronteira de três países africanos, tornando-se a maior distribuição geográfica do vírus na História, além de contar com o maior número de casos. Antes disso, o pior surto (não o último, mas o maior) ocorreu em Gulu, Uganda, em 2000, com um total de 425 casos, incluindo 224 mortes”, afirmou ao Terra Leticia Linn, diretora de comunicação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No entanto, apesar de o surto acontecer desde os primeiros meses do ano, os olhos de autoridades de saúde internacionais ficaram mais abertos depois dos casos dos voluntários americanos infectados na Libéria, o médico Kent Brantly e Nancy Writebol, ambos da Samaritan’s Purse (SP), uma associação cristã beneficente. Os dois foram encaminhados nesta sexta-feira para os Estados Unidos – sendo, portanto, a primeira vez que o poderoso vírus chega às terras do país.

Outros eventos – dentre milhares – que chamaram a atenção da mídia mundial foram as mortes de dois médicos especialistas em ebola, que lutavam na África para salvar vidas: Samuel Brisbare, um médico renomado da Libéria, que foi o primeiro a morrer em meio ao surto, e Sheik Humarr Khan, um doutor de Serra Leoa, que ajudou a salvar centenas de vítimas do vírus, e foi chamado de “herói nacional” após sua morte.

Somou-se a isso o fato de dois britânicos apresentarem sintomas semelhantes aos do poderoso vírus, após estarem em terras africanas – mas, felizmente, tiveram alta após os exames darem negativo para a doença. Renomados médicos do Reino Unido chegaram a alertar sobre uma possível catástrofe em solo britânico, caso fossem confirmados os casos, uma vez que o país não está preparado para lidar com a doença, por não possuir hospitais e leitos específicos para o total isolamento, ou equipes treinadas para um possível fluxo de pacientes contaminados.

Entre as principais vítimas, estão pessoas que tiveram contato próximo com infectados – seja parente, amigo, médico ou outro profissional de saúde.

O alerta vermelho em grandes centros econômicos do mundo vem com a possibilidade do intenso fluxo de pessoas em aeroportos internacionais, sendo um perigo iminente aquelas que circulam entre os países, vindo da região da África, onde o surto acontece. Isso é possível, pois o ebola pode não manifestar sintomas entre o 2º e 21º dias – tornando-se, portanto, silencioso.

Segundo o Daily Mail, Sawyer – que levou o vírus à cidade de Lagos, com mais de 21 milhões de habitantes – teria apresentado alguns sintomas da doença em seu primeiro estágio (como febre e diarréia) durante o voo, o que não foi percebido por ninguém nas alfândegas, nem pelos profissionais da empresa aérea, apesar de estarem sendo realizados treinamentos para tanto. O mais alarmante neste caso é que o americano estava voltando do funeral de sua irmã na Libéria – que morreu dias antes vítima de ebola.

Assim, o caso do americano serviria de exemplo do despreparo evidente de profissionais de todo o mundo em lidar com o vírus e seus sintomas, a princípio tão parecidos com os de uma simples gripe. Ademais, qualquer cuidado é pouco, já que seria um verdadeiro desastre a internação de alguém com ebola em um hospital não preparado.

Alertas

Em 28 de julho de 2014, o governo britânico emitiu um alerta para a rede de Saúde Pública da Inglaterra (PHE, na sigla em inglês) e para outras instituições de saúde em todo o Reino Unido, para que os médicos aconselhem suas equipes a ficarem vigilantes para a doença. O PHE acredita que o aumento dos casos confirmados e a disseminação para novas áreas são “motivo de preocupação”.

O médico Paul Cosford, diretor do PHE, chegou a dizer que “o alerta serve para atualizar a todos sobre o surto atual da doença do vírus ebola na África Ocidental”, lembrando da necessidade de “manter a vigilância para casos importados para o Reino Unido”.

Ainda na Grã-Bretanha, o Ministro de Relações Exteriores, Philip Hammond, declarou que a doença é uma “ameaça muito séria” para a região, enquanto se preparava para presidir uma reunião de emergência sobre a forma de reforçar as defesas do país contra o vírus. O encontro no país europeu aconteceu depois de uma ajuda financeira de mais de 3,9 milhões de euros (quase R$ 8 milhões) pela União Europeia para combater o surto de ebola.

A Comissária de Ajuda Humanitária da UE, Kristalina Georgieva, afirmou, após a ajuda financeira, que o nível de contaminação é extremamente preocupante e que ações deveriam ser intensificadas “diante de tantas vidas perdidas”.

Enquanto isso, algumas autoridades de saúde dos Estados Unidos advertiram que o vírus mortal pode se espalhar como um “incêndio florestal”. Apesar disso, Stephan Monroe, do Centro de Controle e Prevenção de Doença (CDC), em comunicado oficial, afirmou que acredita que o “ebola representa pouco risco para a população geral dos EUA”.

Seguindo a onda de alertas internacionais, na terça-feira, 29, a empresa aérea africana Asky cancelou voos para países africanos, como a Libéria, onde há surto. Apesar disso, de acordo com Leticia Linn, iniciativas como esta não chegam a ser necessárias.

A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) chegou, também, a reunir funcionários de saúde para repassar as medidas necessárias para impedir a propagação da doença com os voos que continuam a ser realizados. Nesta linha, a British Airways disse que mantém seus voos para África ocidental, mas que vai acompanhar de perto a situação.

Segundo a diretora de comunicação da OMS, o risco da doença se espalhar existe, mas é baixo e, ainda, irrelevante para países da América do Sul – dentre eles o Brasil. Portanto, não foram recomendados cuidados especiais (além daqueles feitos a todos que viajam aos países africanos e que têm contato com suspeitos ou infectados pelo vírus).

“Embora possa existir o risco de se espalhar, como com outras doenças infecciosas, o risco parece baixo até agora. O foco principal no momento é trabalhar nos contextos onde ocorrem os surtos: são áreas remotas, com pouco acesso à informação e infraestrutura, onde mesmo o transporte é um desafio em si, com sistemas de saúde precários, dificuldades de comunicação… O desafio é fazer com que as comunidades compreendam a doença e as medidas necessárias para conter o surto atual (nessas áreas, há falta de informação e questões culturais, como o enterro, que ajudam na proliferação da doença)”, conta.

O mistério sobre a origem continua

africaebolavirusrtscynthia-goldsmithcdcApesar da avançada tecnologia na área médica – especialmente na indústria farmacêutica -, a verdadeira origem do vírus ainda não foi descoberta, sendo considerado um mistério para a medicina. Embora a fonte da doença não seja conhecida, o vírus já foi encontrado em animais como morcegos frutíferos e macacos (fonte de alimentação para muitos africanos, onde os surtos aconteceram). Desta maneira, em princípio, o ser humano é infectado com o contato com tais animais, seja pela alimentação da carne não cozida, seja por contato com carcaças em florestas.

O contágio entre humanos, por sua vez, acontece somente com o contato direto com fluidos (saliva, sangue, lágrimas, esperma etc) de alguém que apresente os sintomas. Mesmo o manuseio dos corpos dos mortos e o sepultamento devem ser realizados com cuidados específicos.

A OMS, inclusive, aponta que descuidos entre familiares e a falta de informação são motivos importantes do aumento dos números de doentes. Isso porque, por questões culturais ou mesmo ignorância, muitos infectados são levados para o convívio familiar, passando o vírus para outras pessoas. Segundo a Organizaçãoe, as pessoas que não recebem cuidados médicos adequados têm chances ainda menores de cura – que chega a ser mínima, mesmo com os melhores tratamentos. Dependendo do local, a mortalidade do ebola fica entre 56 e 90%.

Conheça os sintomas

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Fonte: Terra – por Ana Lis Soares

*Com algumas informações de agências internacionais, Daily Mail, BBC U, CDC e OMS. 


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OMS indica drogas anti-AIDS para pessoas não infectadas e sexualmente ativas

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), populações chave – não apenas homens que fazem sexo com homens, usuários de piluladrogas injetáveis, detentos em prisões, profissionais do sexo e transgêneros – estão sob maior risco de infecção pelo HIV e, ainda assim, são as que têm menores possibilidades de acesso à prevenção, exames e serviços de tratamento.

Em maio, os Estados Unidos emitiram diretrizes semelhantes. A OMS, em nota, publicou que “recomenda fortemente que os homens que fazem sexo com homens devem considerar tomar medicamentos antirretrovirais como um método adicional de prevenir a infecção pelo HIV”. Gottfried Hirnschall, chefe do departamento de HIV da OMS, afirmou que as taxas de infecção entre homens homossexuais estão aumentando novamente após 33 anos do pico da epidemia. O pesquisador acredita que há uma diminuição do medo da infecção entre os jovens, devido ao acesso a medicamentos que permitem que pacientes vítimas da Aids vivam com a doença. Isso faz com que a prevenção diminua, segundo ele. Atualmente, o grupo de jovens homossexuais homens possui 19 vezes mais chances de infecção do que a população em geral. Mas não devemos esquecer que os heterossexuais com vida sexual ativa também são infectados e, em breve, estes também devem fazer parte do programa.

Gostaria de saber mais sobre o novo Guia da OMS sobre prevenção, diagnóstico e tratamento para estas populações?

Então curta a página do PrEP e saiba mais.

 


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EUA aprova insulina inalável para diabéticos – Afrezza pode ser alternativa às injeções para o controle glicêmico

O órgão regulador norte-americano, FDA, aprovou a comercialização da insulina inalável Afrezza para adultos. O medicamento tem ação rápida e é uma opção para substituir as injeções para o controle glicêmico em pessoas diabéticas.

A droga, que consiste na inalação do pó em um pequeno inalador, é uma alternativa que beneficia principalmente os pacientes que precisam usar insulina antes de ingerir alimentos. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina rapidamente para a corrente sanguínea.

afreezaEm comunicado oficial a MannKind, fabricante do fármaco, informa que os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a administração. “A ação da FDA valida os anos de pesquisa clínica que impulsionou o desenvolvimento desta terapia única”, disse Alfred Mann, presidente-executivo da empresa.

O medicamento, no entanto, deve ser utilizado em combinação com uma insulina de ação lenta em pacientes com diabetes tipo 1. A FDA não recomenda para pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética. Mais de três mil portadores de diabetes tipo 1 ou tipo 2 participaram dos testes que deram aprovação ao remédio. Ainda não há previsão para a venda do medicamento no Brasil.

A Afrezza vem em cartuchos de uso único. O inalador é do tamanho de um apito de árbitro esportivo. Inalar o medicamento antes de uma refeição tem a vantagem de ser menos doloroso e mais conveniente do que uma injeção. Contudo, alguns médicos se preocupam com a segurança a longo prazo do fornecimento de insulina pelos pulmões.

Fonte:  www.setorsaude.com.br


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Chocolate preto ajuda na circulação de sangue em idosos

Para a maioria de nós, o chocolate preto é apenas uma guloseima, mas para idosos pode ajudar a caminhar melhor, de acordo com estudo feito pela Universidade Sapienza de Roma. Uma pesquisa descobriu que pessoas idosas com problemas arteriais nas pernas conseguiram fazer caminhadas com menos dificuldade após a ingestão de chocolate preto.

ARA SUA PELE_chocolate raios ultravioleta20120515081631A doença arterial periférica, ou PAD, é um problema cardiovascular que afeta as artérias das pernas e está associado à idade, geralmente atinge pessoas acima dos 70 anos. A redução do fluxo de sangue causa dor, cãibras e cansaço nas penas e quadris durante a caminhada. O resultado do impacto do chocolate foi concluído por experiência feita com 14 homens e seis mulheres, com idades entre 60 e 78 anos, portadores da doença.

Eles foram testados em uma esteira, uma vez de manhã e outra após comerem 40g de chocolate preto. Após o doce, caminharam, em média, 39 metros e 17 segundos a mais do que no início do dia. Os pesquisadores sugerem que compostos encontrados no cacau podem reduzir o estresse oxidativo e melhorar o fluxo sanguíneo nas artérias periféricas.

As melhorias foram modestas, no entanto, o benefício dos polifenóis do chocolate preto é “de potencial relevância para a qualidade de vida desses pacientes”, de acordo com coautor do estudo, Lorenzo Loffredo.

Fonte: Terra


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Açúcar e demência

O envelhecimento da população transformou as demências em problema de saúde pública. As epidemias mundiais de obesidade e diabetes parecem aumentar a incidência de algumas formas de demência, embora os resultados dos estudos sejam muitas vezes controversos.

docesA relação entre as taxas de açúcar no sangue e o risco de desenvolver demência foi explorada num trabalho conjunto realizado nas Universidades de Washington e Harvard.

Pelo número de pessoas acompanhadas, a metodologia científica criteriosamente selecionada e a publicação em revista de grande impacto (The New England Journal of Medicine), essa pesquisa tem tido grande repercussão na literatura.

O estudo envolveu 1.228 mulheres e 839 homens com 65 anos de idade ou mais (média: 76 anos), sem sinais de demência, que faziam parte de uma coorte seguida pelo Adult Changes in Thought (ACT), no estado de Washington.

Os participantes retornavam a cada dois anos para testes de avaliação das habilidades cognitivas. Se o resultado mostrasse algum déficit, eram encaminhados para uma bateria de exames clínicos, laboratoriais e neuropsicológicos para afastar ou confirmar o diagnóstico de Alzheimer ou outro quadro demencial.

Os níveis de glicose no sangue foram recolhidos das sucessivas dosagens de glicemia e de hemoglobina glicada, realizadas pelos participantes a partir de 1988. As médias desses valores nos últimos cinco anos foram comparadas com as de períodos anteriores.

Para afastar a ingerência de outros fatores sabidamente envolvidos no risco de desenvolver demência, o grupo foi estratificado de acordo com a prática de atividade física, nível educacional, fumo, doença coronariana, doenças cerebrovasculares e hipertensão.

Nos cinco anos que precederam a avaliação, a média da glicemia de jejum dos participantes sem diabetes foi de 101 mg/dL, número que aumentou para 175 nos portadores de diabetes.

Em 6,8 anos – período médio de acompanhamento – ocorreram 524 casos de demência (25,4%), assim distribuídos: 450 entre os 1.724 sem diabetes (26,1%) e 74 entre os diabéticos (21,6%).

Entre os participantes sem diabetes o risco de demência aumentou à medida que os níveis de glicose no sangue aumentaram: entre aqueles com glicemia de jejum de 115 mg/dL houve 18% mais demências do que naqueles com glicemia igual a 100.

Entre os diabéticos, quanto mais alta a glicemia maior o número de demências. Aumentar a glicemia de 160 para 190 mg/dL fez aumentar 40% no risco de demência.

A conclusão dos autores é enfática: “Nesse estudo prospectivo, realizado na comunidade, verificamos que níveis mais altos de glicose estão associados a aumento do risco de demência, em populações com ou sem diabetes. Os dados sugerem que níveis mais elevados de glicose podem ter efeitos deletérios no cérebro que envelhece”.

Fartura à mesa, vida sedentária, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, demência na velhice, será esse o destino implacável de nossa espécie?

Fonte: Dráuzio Varella para Carta Capital