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EUA aprova insulina inalável para diabéticos – Afrezza pode ser alternativa às injeções para o controle glicêmico

O órgão regulador norte-americano, FDA, aprovou a comercialização da insulina inalável Afrezza para adultos. O medicamento tem ação rápida e é uma opção para substituir as injeções para o controle glicêmico em pessoas diabéticas.

A droga, que consiste na inalação do pó em um pequeno inalador, é uma alternativa que beneficia principalmente os pacientes que precisam usar insulina antes de ingerir alimentos. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina rapidamente para a corrente sanguínea.

afreezaEm comunicado oficial a MannKind, fabricante do fármaco, informa que os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a administração. “A ação da FDA valida os anos de pesquisa clínica que impulsionou o desenvolvimento desta terapia única”, disse Alfred Mann, presidente-executivo da empresa.

O medicamento, no entanto, deve ser utilizado em combinação com uma insulina de ação lenta em pacientes com diabetes tipo 1. A FDA não recomenda para pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética. Mais de três mil portadores de diabetes tipo 1 ou tipo 2 participaram dos testes que deram aprovação ao remédio. Ainda não há previsão para a venda do medicamento no Brasil.

A Afrezza vem em cartuchos de uso único. O inalador é do tamanho de um apito de árbitro esportivo. Inalar o medicamento antes de uma refeição tem a vantagem de ser menos doloroso e mais conveniente do que uma injeção. Contudo, alguns médicos se preocupam com a segurança a longo prazo do fornecimento de insulina pelos pulmões.

Fonte:  www.setorsaude.com.br


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Raspar língua é maneira eficaz de dar adeus ao mau hálito

Os especialistas já deixaram bem claro: um dos segredos do combate ao mau hálito é a eliminação da saburra lingual, camada esbranquiçada cheia de bactérias e restos de alimentos que se acumulam em cima da língua. Para isso é necessário limpar a língua com a mesma frequência que se escova os dentes.

Segundo Alênio Calil Mathias, vice-presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Estudos da Halitose) essa limpeza é bem 300_lingua130410simples. “O ideal é que a língua seja raspada com raspadores próprios e o conteúdo jogado fora na pia. Para usá-lo basta colocá-lo no fundo da língua e arrastá-lo até a ponta. Repita esse mesmo movimento por aproximadamente 20 vezes”, diz.

O especialista destaca, ainda, que esse procedimento deve ser feito todos os dias, todas as vezes que se escova os dentes. “A saburra deve ser removida diariamente, já que, em 90% dos casos, a origem do mau hálito é na boca. Com um raspador de língua você consegue remover cerca de 98% da saburra lingual”, afirma.

Limpar com a escova de dente não é a mesma coisa
Muitas pessoas costumam limpar a língua escovando-a ou usando a borda posterior da escova. Essa prática elimina um pouco a saburra, mas não remove toda a película de bactérias. “O raspador de língua é o método mais eficiente”, diz Alênio.

Embora a maioria das pessoas ignore a limpeza da língua, Alênio explica que o procedimento é uma complementação fundamental da higienização bucal e do combate à halitose. “Só escovar o dente e passar fio dental não é suficiente. Em todos os casos de mau hálito, verificamos a presença de uma camada em cima da língua composta por bactérias, resíduos alimentares e células mortas”.

Fonte: Terra


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Chocolate preto ajuda na circulação de sangue em idosos

Para a maioria de nós, o chocolate preto é apenas uma guloseima, mas para idosos pode ajudar a caminhar melhor, de acordo com estudo feito pela Universidade Sapienza de Roma. Uma pesquisa descobriu que pessoas idosas com problemas arteriais nas pernas conseguiram fazer caminhadas com menos dificuldade após a ingestão de chocolate preto.

ARA SUA PELE_chocolate raios ultravioleta20120515081631A doença arterial periférica, ou PAD, é um problema cardiovascular que afeta as artérias das pernas e está associado à idade, geralmente atinge pessoas acima dos 70 anos. A redução do fluxo de sangue causa dor, cãibras e cansaço nas penas e quadris durante a caminhada. O resultado do impacto do chocolate foi concluído por experiência feita com 14 homens e seis mulheres, com idades entre 60 e 78 anos, portadores da doença.

Eles foram testados em uma esteira, uma vez de manhã e outra após comerem 40g de chocolate preto. Após o doce, caminharam, em média, 39 metros e 17 segundos a mais do que no início do dia. Os pesquisadores sugerem que compostos encontrados no cacau podem reduzir o estresse oxidativo e melhorar o fluxo sanguíneo nas artérias periféricas.

As melhorias foram modestas, no entanto, o benefício dos polifenóis do chocolate preto é “de potencial relevância para a qualidade de vida desses pacientes”, de acordo com coautor do estudo, Lorenzo Loffredo.

Fonte: Terra


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Açúcar e demência

O envelhecimento da população transformou as demências em problema de saúde pública. As epidemias mundiais de obesidade e diabetes parecem aumentar a incidência de algumas formas de demência, embora os resultados dos estudos sejam muitas vezes controversos.

docesA relação entre as taxas de açúcar no sangue e o risco de desenvolver demência foi explorada num trabalho conjunto realizado nas Universidades de Washington e Harvard.

Pelo número de pessoas acompanhadas, a metodologia científica criteriosamente selecionada e a publicação em revista de grande impacto (The New England Journal of Medicine), essa pesquisa tem tido grande repercussão na literatura.

O estudo envolveu 1.228 mulheres e 839 homens com 65 anos de idade ou mais (média: 76 anos), sem sinais de demência, que faziam parte de uma coorte seguida pelo Adult Changes in Thought (ACT), no estado de Washington.

Os participantes retornavam a cada dois anos para testes de avaliação das habilidades cognitivas. Se o resultado mostrasse algum déficit, eram encaminhados para uma bateria de exames clínicos, laboratoriais e neuropsicológicos para afastar ou confirmar o diagnóstico de Alzheimer ou outro quadro demencial.

Os níveis de glicose no sangue foram recolhidos das sucessivas dosagens de glicemia e de hemoglobina glicada, realizadas pelos participantes a partir de 1988. As médias desses valores nos últimos cinco anos foram comparadas com as de períodos anteriores.

Para afastar a ingerência de outros fatores sabidamente envolvidos no risco de desenvolver demência, o grupo foi estratificado de acordo com a prática de atividade física, nível educacional, fumo, doença coronariana, doenças cerebrovasculares e hipertensão.

Nos cinco anos que precederam a avaliação, a média da glicemia de jejum dos participantes sem diabetes foi de 101 mg/dL, número que aumentou para 175 nos portadores de diabetes.

Em 6,8 anos – período médio de acompanhamento – ocorreram 524 casos de demência (25,4%), assim distribuídos: 450 entre os 1.724 sem diabetes (26,1%) e 74 entre os diabéticos (21,6%).

Entre os participantes sem diabetes o risco de demência aumentou à medida que os níveis de glicose no sangue aumentaram: entre aqueles com glicemia de jejum de 115 mg/dL houve 18% mais demências do que naqueles com glicemia igual a 100.

Entre os diabéticos, quanto mais alta a glicemia maior o número de demências. Aumentar a glicemia de 160 para 190 mg/dL fez aumentar 40% no risco de demência.

A conclusão dos autores é enfática: “Nesse estudo prospectivo, realizado na comunidade, verificamos que níveis mais altos de glicose estão associados a aumento do risco de demência, em populações com ou sem diabetes. Os dados sugerem que níveis mais elevados de glicose podem ter efeitos deletérios no cérebro que envelhece”.

Fartura à mesa, vida sedentária, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, demência na velhice, será esse o destino implacável de nossa espécie?

Fonte: Dráuzio Varella para Carta Capital


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Imunoterapia cura 88% dos casos de leucemia, diz pesquisa.

Uma nova pesquisa aumentou o corpo de evidências de que a imunoterapia, considerada um dos principais avanços científicos pela revista Science, é eficaz no tratamento do câncer. A técnica tem como objetivo curar a doença pela estimulação do sistema imunológico do próprio paciente. Durante o estudo, a abordagem foi capaz de combater 88% dos casos de leucemia sem auxílio de outro tipo de tratamento.

O conceito de imunoterapia surgiu há mais de cinquenta anos – cientistas tentaram aplicar a técnica em vacinas contra doenças como a aids e a tuberculose. No entanto, por falta de resultados satisfatórios em pesquisas, o tratamento passou a ganhar menor atenção da ciência. Os editores da revista Science, porém, elegeram a imunoterapia como o principal avanço de 2013 pelos novos resultados práticos sobre a sua aplicação no combate a tumores malignos.

Ataque ao câncer — A nova pesquisa testou a imunoterapia em dezesseis pacientes que apresentavam leucemia. Segundo os autores, embora esse tipo de câncer seja um dos mais tratáveis, é comum que pacientes com a doença se tornem resistentes à quimioterapia e sofram recaídas. Os participantes do estudo, que tinham 50 anos em média, haviam sofrido recaída da doença ou então se tornado resistentes à quimioterapia.

Os pacientes foram tratados com versões geneticamente modificadas de suas próprias células de defesa, que foram programadas para reconhecer e atacar as células cancerígenas. Segundo os resultados, 14 desses 16 indivíduos tiveram uma remissão completa da leucemia. A remissão mais duradoura persistiu por dois anos.

A pesquisa foi feita no Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering e publicada nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine. “Esse é um fenômeno que pode representar uma reviravolta paradigmática na forma como tratamos o câncer”, diz Renier Brentjens, coordenador do estudo. De acordo com ele, os próximos trabalhos devem responder se a técnica pode ser eficaz em tratar outros tipos de tumores.

Três tratamentos em estudo para a leucemia

Novo medicamento

Pesquisadores de dez centros médicos nos Estados Unidos e na Europa testaram um medicamento que reverteu o quadro de leucemia em mais de um terço dos participantes.

O estudo foi realizado com 137 pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA), uma variação da doença, de avanço rápido, que ocorre tanto em adultos quanto em crianças. A maior parte desses pacientes (99) apresentava mutações no gene FLT3-ITD, que é responsável pela produção de uma enzima que faz com que as células-tronco da medula óssea se multipliquem. Mutações nesse gene fazem com que a produção da enzima aumente, fazendo com que a doença se desenvolva de forma mais rápida.

Os pacientes que apresentam a mutação no gene FLT3-ITD costumam precisar de quimioterapia intensiva para atingir o estado de remissão (quando o câncer desaparece por um tempo depois do tratamento) e assim, poderem ser submetidos ao transplante de medula óssea.

De acordo com Mark Levis, integrante da equipe de pesquisadores, até três quartos dos adultos com esse tipo de leucemia atingem um estado de remissão da doença com a quimioterapia, mas há 50% de chances de ela voltar, podendo até ser fatal. A maioria dos participantes do estudo já haviam tentado outras formas de tratamento, sem obter sucesso.

O medicamento testado, denominado Quizartinib, bloqueia a produção da enzima relacionada ao gene FLT3- ITD. Dentre os pacientes que apresentavam a mutação no gene, 44% tiveram remissão completa, ou seja, um estágio em que não há mais sinais da doença. Ainda assim, eles precisaram de transfusões de sangue e plaquetas. Já entre o total dos participantes, 34% puderam fazer o transplante de medula óssea após o tratamento com Quizartinib.

O medicamento apresentou alguns efeitos colaterais, como náuseas e anemia, e 10% dos participantes tiveram que suspender o uso. Segundo Levis, os pesquisadores estão agora testando doses mais baixas do medicamento.

Remédio diminui a rejeição após transplante

Um novo medicamento reduz as chances de pacientes que recebem transplante de medula óssea desenvolverem efeitos colaterais, que podem ser fatais.

O estudo foi realizado nas Universidades americanas de Michigan e Washington, com 47 pacientes que receberam transplante de medula com células doadas por parentes. Além da medicação normalmente utilizada após transplantes, os pacientes receberam um medicamento denominado vorinostat, atualmente utilizado no tratamento de alguns tipos de câncer.

Dentre os participantes, apenas 21% desenvolveram uma reação denominada doença do enxerto contra hospedeiro, na qual as células recebidas começam atacar outras células do organismo do paciente. Sem a utilização do vorinostat, a média de pacientes que desenvolvem esse quadro é de 42%.

Os pesquisadores querem agora testar o medicamento em pacientes que recebem o transplante de doadores que não são da família. De modo geral, esses casos apresentam maiores riscos de desenvolverem a reação.

Células geneticamente modificadaslinfocito-20121210-size-620

Linfócitos T, células do sistema imunológico, foram geneticamente modificados por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, para atacar tumores de pacientes com leucemia.

O tratamento foi testado em doze pacientes com câncer em estágios avançados, sendo dez adultos com leucemia linfoide crônica, que costuma aparecer em pessoas com mais de 55 anos, e duas crianças com leucemia linfoide aguda, o tipo mais comum em crianças. Dentre eles, nove participantes responderam positivamente ao tratamento com linfócitos T.

Dois dos três primeiros pacientes a receberem esse tratamento com células modificadas ainda apresentam a doença em estado de remissão (quando o câncer desaparece por um tempo depois do tratamento), depois de mais de dois anos. Para Carl June, um dos pesquisadores do grupo, é possível que no futuro essa técnica reduza ou até substitua a necessidade de transplantes de medula óssea.

As células geneticamente modificadas têm como objetivo atacar células que expressam uma proteína denominada CD19, o que inclui as células tumorais de ambos os tipo de leucemia estudados, além dos linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos. Os linfócitos T também são capazes de se multiplicar, constituindo um verdadeiro “exército”, até que todas as células tumorais sejam destruídas.

Como esse tratamento provoca a destruição dos linfócitos B normais, que são importantes no combate a infecções, os pacientes estão recebendo tratamento com imunoglobulina, de forma a prevenir o aparecimento de infecções.

Fonte: Science


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Sete formas de combater enxaqueca sem tomar remédio.

enxaqueca-dor-cabeca-20121031-size-620A enxaqueca, dor de cabeça que pode vir acompanhada de uma série de sintomas, como náusea, vômito e sensibilidade à luz,  atinge entre 2% e 3% da população brasileira. Entre essas pessoas, uma em cada dez sofre com a forma crônica do problema: crises em pelo menos metade dos dias de um mês. A enxaqueca é uma dor de cabeça primária, o que significa que ela não acusa uma doença séria de saúde, mas pode ser incapacitante ou prejudicial ao cotidiano das pessoas.

Não existe cura para a enxaqueca, a única coisa que parece curá-la é a idade. Ainda não se sabe o motivo, mas, na maioria das vezes, as pessoas deixam de apresentar o problema conforme envelhecem, especialmente após os 60 anos.

Saída — Existem, porém, formas de diminuir a prevalência de crises e de atenuar as dores. Quando as crises são intensas e o problema se torna crônico, os medicamentos são fundamentais. Em casos menos graves, muitas vezes é possível combater o problema sem a ajuda de remédios.

O primeiro passo para prevenir enxaqueca é identificar o fator que desencadeia as crises e evitá-los. Chocolate, vinho tinto e comidas gordurosas são causadores comuns do problema, mas isso não quer dizer que todo mundo precise evitar esses alimentos. Cada pessoa apresenta um fator desencadeante. Um indivíduo pode ter crises quando come chocolate, mas não sente dor depois de tomar muito vinho, por exemplo. Caso a crise se instale, há práticas aconselháveis para reduzir a dor como fazer compressas de gelo, deitar em um ambiente escuro e consumir (pouca) cafeína são algumas das principais.

Tais medidas evitam o excesso de analgésicos, e isso é benéfico, pois, quanto mais remédios do tipo uma pessoa toma, mais o seu corpo se tornará tolerante e dependente dele. Com isso, o indivíduo deixará de responder aos efeitos do medicamento e pode transformar a enxaqueca em um problema crônico.

Veja a seguir 7 passos que podem ajudar a combater a enxaqueca.

1 – Identifique e evite o que desencadeia a enxaqueca: os motivos que desencadeiam a enxaqueca variam de acordo com a pessoa. Mas os mais comuns, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, são stress, jejum, má qualidade do sono, fatores genéticos e hormonais (como estar próximo à data da menstruação), excesso de cafeína ou analgésicos, sedentarismo, chocolate, álcool, além de alimentos gelados e gordurosos.

2 – Tente desestressar: o stress é um importante fator que desencadeia e agrava a enxaqueca. A dor e o stress envolvem mecanismos cerebrais semelhantes e estão relacionados aos mesmos neurotransmissores, como a serotonina, que influencia o humor, o sono e o apetite. Por isso, processos cerebrais causados por uma situações de stress podem levar à enxaqueca.

3 – Pratique atividade física: além de ajudar a acalmar os nervos, praticar atividade física contribui para uma melhor vascularização no crânio, o que ajuda a evitar episódios de enxaqueca e atenuar as dores durante uma crise.

4 – Durma para diminuir a dor: dormir, deitar no escuro ou tomar qualquer outra medida para relaxar ajuda a atenuar as crises de enxaqueca, já que reduz o stress e, assim, interrompe ações do cérebro que desencadeiam a dor.

5 – Consuma cafeína, mas não exagere: a cafeína tem efeito vasoconstritor, isto é, ajuda a contrair os vasos. Esse efeito atenua as dores da enxaqueca, pois, durante uma crise, os vasos sanguíneos do crânio se dilatam. O excesso de cafeína, no entanto, pode desencadear um quadro de tolerância e dependência: os vasos se habituam à cafeína e, sem ela, se dilatam e provocam dores.

6 – Faça compressa de gelo: o gelo, assim como a cafeína, tem efeito vasoconstritor. Por isso, colocar gelo ou compressas de água gelada na cabeça durante uma crise de enxaqueca ajuda a atenuar as dores.

7 – Saiba a hora de procurar um médico: nem sempre é possível evitar ou controlar uma crise de enxaqueca – principalmente se as dores forem muito fortes ou se o problema for crônico (mais de quinze crises por mês). Nesses casos, a medicação é essencial tanto para diminuir o número de crises quanto para minimizar a dor.

Atenção!

Uma pessoa deve procurar um médico quanto apresenta pelo menos quatro crises de enxaqueca por mês.

Fonte: Revista Veja


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Obstrução pulmonar crônica, a famosa DPOC.

A doença pulmonar obstrutivo-crônica (DPOC) é traiçoeira. Evoluiu silenciosa, durante anos ou décadas, mas, quando se manifesta, as limitações respiratórias são definitivas.

O primeiro sintoma é a falta de ar para correr, subir escadas ou ladeiras. Como a instalação é gradativa, as pessoas negam que lhes falta o ar, dizem que se cansam porque estão mais velhas ou fora de forma.

Com a progressão, entra em cena um cortejo de sintomas: tosse, secreção pulmonar, chiado no peito, respiração pesada e sensação de que o ar não chega ao fundo dos pulmões. Gripes e resfriados duram mais tempo, e podem evoluir com complicações bacterianas.

Mais tarde, tomar banho, subir alguns degraus ou amarrar os sapatos exigem repouso para recuperar o fôlego. As crises de exacerbação se tornam comuns, geralmente acompanhadas por pneumonias que requerem hospitalização ou o acompanhamento de uma equipe de Home Care, que é a atenção domiciliar na área da saúde.

É um problema grave de saúde pública. Um estudo realizado entre adultos com mais de Man wearing oxygen mask in hospital40 anos mostrou que cerca de 10% apresentavam sinais de obstrução das vias aéreas de moderada intensidade, pelo menos. Nos últimos 30 anos, o número de mortes causadas pela doença duplicou.

O cigarro é, de longe, o maior culpado. O aumento da mortalidade entre as mulheres que começaram a fumar nos últimos trinta anos confirma a relação entre causa e efeito.

A exposição a poluentes industriais também é fator de risco, bem como o fogão a lenha das casas pobres, mal ventiladas.

O esforço respiratório para manter a oxigenação altera a forma do tórax (tórax em barril), retrai as costelas inferiores à inspiração e prolonga a fase de expiração.

O diagnóstico é feito pela espirometria, exame no qual o paciente faz expirações forçadas num tubo ligado a um aparelho que mede uma série de parâmetros relacionados com o fluxo de ar e a capacidade dos pulmões.

Para conter o declínio da função respiratória é essencial parar de fumar. A abstinência diminui a frequência das crises, melhora a qualidade de vida e reduz a mortalidade.

Nos casos mais graves, os sintomas podem ser aliviados com broncodilatadores administrados por inalação. Há broncodilatadores de ação rápida, ideais para alívio imediato, e outros de longa duração, cujo efeito pode persistir por 24 horas ou mais.

A inalação de corticosteroides é outra modalidade terapêutica capaz de melhorar respiração e reduzir a frequência das crises em 15% a 20%.

Dois estudos avaliaram o papel da administração de oxigênio nos casos mais avançados. O primeiro comparou 15 horas diárias de oxigênio com um grupo controle que não fez uso dele. No segundo, foi feita a comparação de 18 horas diárias, com 12 horas de uso por dia. Nos dois estudos a mortalidade caiu 20%.

Quando há indicação de oxigenioterapia, a recomendação atual é de administrá-lo por pelo menos 18 horas diárias, inclusive durante o sono.

Os pacientes devem receber vacina contra a gripe todos os anos, bem como vacina contra o pneumococo. Fisioterapia para reabilitação pulmonar é indicada em todos os casos.

Fonte: Drauzio Varella