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Sem tratamento específico, ebola coloca o mundo em alerta

Após a morte do americano Patrick Sawyer – consultor do Ministério das Finanças da Libéria que voo para Lagos, capital da Nigéria – no último dia 25 de julho, o mundo parece ter aberto os olhos para uma das doenças mais fatais da atualidade: o Ebola. Isto porque, com a viagem de Sawyer, a doença chegou a um quarto país, onde ainda não havia relatos de casos, dando espaço a um ‘alerta vermelho’ em centros importantes, como Estados Unidos, Hong Kong e Reino Unido. O temor de uma epidemia agora é eminente em todo o mundo – e não só na África, onde o surto acontece.

Desde 1976, quando dois surtos aconteceram de forma simultânea – em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo – e o vírus foi diagnosticado pela primeira vez, já aconteceram 25 surtos de ebola em diferentes países da África. No entanto, o que está em curso este ano é o mais trágico deles, tendo matado, até o final de julho, 729 pessoas (incluindo Patrick Sawyer) e atingindo outras 1393 vítimas.  Além disso, esta é a primeira vez que a doença alcança centros urbanos e capitais nacionais, saindo de aldeias remotas da selva do centro-oeste africano.

O surto atual foi relatado, primeiramente, em Guiné, com alguns casos. Em seguida, outros foram registrados em dois diferentes países: Libéria e Serra Leoa.

“Presenciamos um novo surto de Ebola que, de maneira inédita, se espalhou para além da fronteira de três países africanos, tornando-se a maior distribuição geográfica do vírus na História, além de contar com o maior número de casos. Antes disso, o pior surto (não o último, mas o maior) ocorreu em Gulu, Uganda, em 2000, com um total de 425 casos, incluindo 224 mortes”, afirmou ao Terra Leticia Linn, diretora de comunicação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No entanto, apesar de o surto acontecer desde os primeiros meses do ano, os olhos de autoridades de saúde internacionais ficaram mais abertos depois dos casos dos voluntários americanos infectados na Libéria, o médico Kent Brantly e Nancy Writebol, ambos da Samaritan’s Purse (SP), uma associação cristã beneficente. Os dois foram encaminhados nesta sexta-feira para os Estados Unidos – sendo, portanto, a primeira vez que o poderoso vírus chega às terras do país.

Outros eventos – dentre milhares – que chamaram a atenção da mídia mundial foram as mortes de dois médicos especialistas em ebola, que lutavam na África para salvar vidas: Samuel Brisbare, um médico renomado da Libéria, que foi o primeiro a morrer em meio ao surto, e Sheik Humarr Khan, um doutor de Serra Leoa, que ajudou a salvar centenas de vítimas do vírus, e foi chamado de “herói nacional” após sua morte.

Somou-se a isso o fato de dois britânicos apresentarem sintomas semelhantes aos do poderoso vírus, após estarem em terras africanas – mas, felizmente, tiveram alta após os exames darem negativo para a doença. Renomados médicos do Reino Unido chegaram a alertar sobre uma possível catástrofe em solo britânico, caso fossem confirmados os casos, uma vez que o país não está preparado para lidar com a doença, por não possuir hospitais e leitos específicos para o total isolamento, ou equipes treinadas para um possível fluxo de pacientes contaminados.

Entre as principais vítimas, estão pessoas que tiveram contato próximo com infectados – seja parente, amigo, médico ou outro profissional de saúde.

O alerta vermelho em grandes centros econômicos do mundo vem com a possibilidade do intenso fluxo de pessoas em aeroportos internacionais, sendo um perigo iminente aquelas que circulam entre os países, vindo da região da África, onde o surto acontece. Isso é possível, pois o ebola pode não manifestar sintomas entre o 2º e 21º dias – tornando-se, portanto, silencioso.

Segundo o Daily Mail, Sawyer – que levou o vírus à cidade de Lagos, com mais de 21 milhões de habitantes – teria apresentado alguns sintomas da doença em seu primeiro estágio (como febre e diarréia) durante o voo, o que não foi percebido por ninguém nas alfândegas, nem pelos profissionais da empresa aérea, apesar de estarem sendo realizados treinamentos para tanto. O mais alarmante neste caso é que o americano estava voltando do funeral de sua irmã na Libéria – que morreu dias antes vítima de ebola.

Assim, o caso do americano serviria de exemplo do despreparo evidente de profissionais de todo o mundo em lidar com o vírus e seus sintomas, a princípio tão parecidos com os de uma simples gripe. Ademais, qualquer cuidado é pouco, já que seria um verdadeiro desastre a internação de alguém com ebola em um hospital não preparado.

Alertas

Em 28 de julho de 2014, o governo britânico emitiu um alerta para a rede de Saúde Pública da Inglaterra (PHE, na sigla em inglês) e para outras instituições de saúde em todo o Reino Unido, para que os médicos aconselhem suas equipes a ficarem vigilantes para a doença. O PHE acredita que o aumento dos casos confirmados e a disseminação para novas áreas são “motivo de preocupação”.

O médico Paul Cosford, diretor do PHE, chegou a dizer que “o alerta serve para atualizar a todos sobre o surto atual da doença do vírus ebola na África Ocidental”, lembrando da necessidade de “manter a vigilância para casos importados para o Reino Unido”.

Ainda na Grã-Bretanha, o Ministro de Relações Exteriores, Philip Hammond, declarou que a doença é uma “ameaça muito séria” para a região, enquanto se preparava para presidir uma reunião de emergência sobre a forma de reforçar as defesas do país contra o vírus. O encontro no país europeu aconteceu depois de uma ajuda financeira de mais de 3,9 milhões de euros (quase R$ 8 milhões) pela União Europeia para combater o surto de ebola.

A Comissária de Ajuda Humanitária da UE, Kristalina Georgieva, afirmou, após a ajuda financeira, que o nível de contaminação é extremamente preocupante e que ações deveriam ser intensificadas “diante de tantas vidas perdidas”.

Enquanto isso, algumas autoridades de saúde dos Estados Unidos advertiram que o vírus mortal pode se espalhar como um “incêndio florestal”. Apesar disso, Stephan Monroe, do Centro de Controle e Prevenção de Doença (CDC), em comunicado oficial, afirmou que acredita que o “ebola representa pouco risco para a população geral dos EUA”.

Seguindo a onda de alertas internacionais, na terça-feira, 29, a empresa aérea africana Asky cancelou voos para países africanos, como a Libéria, onde há surto. Apesar disso, de acordo com Leticia Linn, iniciativas como esta não chegam a ser necessárias.

A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) chegou, também, a reunir funcionários de saúde para repassar as medidas necessárias para impedir a propagação da doença com os voos que continuam a ser realizados. Nesta linha, a British Airways disse que mantém seus voos para África ocidental, mas que vai acompanhar de perto a situação.

Segundo a diretora de comunicação da OMS, o risco da doença se espalhar existe, mas é baixo e, ainda, irrelevante para países da América do Sul – dentre eles o Brasil. Portanto, não foram recomendados cuidados especiais (além daqueles feitos a todos que viajam aos países africanos e que têm contato com suspeitos ou infectados pelo vírus).

“Embora possa existir o risco de se espalhar, como com outras doenças infecciosas, o risco parece baixo até agora. O foco principal no momento é trabalhar nos contextos onde ocorrem os surtos: são áreas remotas, com pouco acesso à informação e infraestrutura, onde mesmo o transporte é um desafio em si, com sistemas de saúde precários, dificuldades de comunicação… O desafio é fazer com que as comunidades compreendam a doença e as medidas necessárias para conter o surto atual (nessas áreas, há falta de informação e questões culturais, como o enterro, que ajudam na proliferação da doença)”, conta.

O mistério sobre a origem continua

africaebolavirusrtscynthia-goldsmithcdcApesar da avançada tecnologia na área médica – especialmente na indústria farmacêutica -, a verdadeira origem do vírus ainda não foi descoberta, sendo considerado um mistério para a medicina. Embora a fonte da doença não seja conhecida, o vírus já foi encontrado em animais como morcegos frutíferos e macacos (fonte de alimentação para muitos africanos, onde os surtos aconteceram). Desta maneira, em princípio, o ser humano é infectado com o contato com tais animais, seja pela alimentação da carne não cozida, seja por contato com carcaças em florestas.

O contágio entre humanos, por sua vez, acontece somente com o contato direto com fluidos (saliva, sangue, lágrimas, esperma etc) de alguém que apresente os sintomas. Mesmo o manuseio dos corpos dos mortos e o sepultamento devem ser realizados com cuidados específicos.

A OMS, inclusive, aponta que descuidos entre familiares e a falta de informação são motivos importantes do aumento dos números de doentes. Isso porque, por questões culturais ou mesmo ignorância, muitos infectados são levados para o convívio familiar, passando o vírus para outras pessoas. Segundo a Organizaçãoe, as pessoas que não recebem cuidados médicos adequados têm chances ainda menores de cura – que chega a ser mínima, mesmo com os melhores tratamentos. Dependendo do local, a mortalidade do ebola fica entre 56 e 90%.

Conheça os sintomas

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Fonte: Terra – por Ana Lis Soares

*Com algumas informações de agências internacionais, Daily Mail, BBC U, CDC e OMS. 


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HIV: portadores do vírus podem ter filhos sem correr riscos

Portadores de HIV que desejam ter filhos podem tornar esse sonho em realidade através da reprodução assistida. Com a união de casais sorodiscordantes – quando apenas um dos parceiros tem o vírus – é recorrente o desejo de vencer a última barreira imposta pela Aids: a procriação.

a happy couplePor meio de um processo chamado de dupla lavagem de sêmen, é possível gerar um bebê saudável sem que a mãe seja infectada. O tratamento é mais simples quando a mulher tem o vírus e o homem não. Basta inseminá-la com o esperma e acompanhar a gravidez com cuidado para evitar a transmissão do vírus ao feto, chamada transmissão vertical. Segundo os médicos, o mais indicado é que o bebê nasça de cesariana, receba a droga AZT nos primeiros três meses de vida e não seja amamentado pela mãe.

Em um estudo recente, somente 4 dos 11 estudos relataram testagem viral nos sêmens depois de lavados, e as taxas de positividade para o HIV variaram de 2,5% a 7,7%. É importante frisar, no entanto, que somente sêmens com resultado negativo para o HIV pós-lavado do esperma foram empregados para reprodução assistida.

As técnicas de lavagem de sêmen são utilizadas desde 1992 para todos os procedimentos de reprodução assistida – independente dos casais serem soropositivos. Segundo Áurea Abbade, presidente do Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS (GAPA), o uso desse procedimento, porém, não é comum. Ela acredita que o motivo seja o alto custo (veja quadro abaixo).

Na maioria dos casos os casais acabam recorrendo a outros métodos por causa do valor.  Áurea ainda conta que as mulheres portadoras do vírus da aids muitas vezes optam por engravidar e, para que a criança não seja infectada, seguem à risca o acompanhamento que consiste em pré-natal, anti-retrovirais durante a gravidez e após o nascimento do bebê. Além do parto cesárea – que é o modo mais seguro de dar à luz sem haver troca de sangue entre a mãe e o bebê. “É um jeito mais barato e que já vem sendo feito há anos.

Fonte: Google Health

Onde fazer:
Os interessados podem procurar centros públicos especializados em reprodução assistida. A maioria se encontra em universidades federais e estaduais, como a UERJ, UFF, USP, Unifesp e UFRGS. Se o casal preferir clínicas particulares, os endereços podem ser consultados em uma lista de centros associados no site da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. O valor em clínicas ligadas a ONGs gira em torno de R$ 3.000,00 (inseminação) e R$ 8.000,00 (fertilização in vitro), contando os remédios e procedimentos.