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Síndrome de Burnout. Você sabe o que é?

40% dos médicos americanos sofrem de esgotamento emocional – Especialista defende mudança na forma como os médicos são educados

A Síndrome de Burnout, também chamada síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). A principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos, que são oriundas de condições de trabalho desgastantes. A síndrome pode se manifestar nas mais diversas áreas de atuação onde há envolvimento interpessoal direto e intenso. Os profissionais da área médica – repleta de decisões que afetam a vida de pessoas – são cada vez mais atingidos por esse mal.

Esse tema é analisado na edição de estreia da publicação Burnout Research, dos EUA, especializada no assunto. Uma pesquisa mostra que 40% dos médicos do país sofrem de esgotamento emocional. Alguns especialistas acreditam que o Burnout é “inevitável”, dado o ambiente de alta pressão em blocos cirúrgicos, UTI e em outras situações de risco à vida de pacientes.

Anthony Montgomery, professor de Psicologia do Trabalho e de Organizações na Universidade da Macedônia, é 10537021_725751030824073_8503453233121238968_nespecialista em esgotamento médico. Para ele, a formação acadêmica que os profissionais recebem pode levar a uma carreira de frustrações e situações de alto estresse. E as consequências podem prejudicar o atendimento que prestam. Ele explica que, que enquanto os médicos interagem com as pessoas diariamente, seus valores estão focados quase inteiramente em suas capacidades técnicas, deixando-os com poucas ferramentas para compreender e cuidar da interação social, bem como colaborar como parte de uma equipe maior.

Segundo Montgomery, durante o período acadêmico os melhores alunos são escolhidos a partir de altas pontuações em provas, de modo que a faculdade de medicina torna-se uma extensão da escola. Na época da residência são inseridos em um ambiente mais social, em que precisam interagir com pacientes, funcionários do hospital e colegas, de uma forma que podem não estar devidamente preparados, sem a capacidade emocional adequada para lidar com experiências extremamente estressantes e muitas vezes traumáticas.

Estudos mostram que cirurgiões, obstetras e ginecologistas são os que mais têm risco de sofrer da síndrome de Burnout. “A ironia é que os médicos são o grupo que as pessoas não querem que sofra de estresse, mas estamos aumentando a possibilidade de que eles cometam erros”, diz Montgomery, na Burnout Research. “Os médicos entendem que sua função é ser o melhor médico possível, mas não necessariamente entendem como servir ao hospital e à comunidade da melhor maneira”, completa.

Outra pesquisa, publicada pela JAMA (Journal of American Medical Association) em 2013, ressalta que as consequências do Burnout foram diagnosticadas em 36% dos 2.556 médicos entrevistados, todos com grande responsabilidade em suas instituições. Outros estudos citados pela Burnout Research também ligam o transtorno a atendimentos de pior qualidade e aumento das taxas de erros médicos.

Montgomery acredita que, apara aliviar a pressão sobre os médicos, é preciso rever a forma como os médicos são educados, a fim de garantir habilidades sociais e de liderança. Melhorar a relação médico-paciente também pode ajudar, de forma que ambos colaborem nos tratamentos, ao invés do atual sistema hierárquico. “A verdade incômoda é que nós podemos precisar imaginar a saúde de uma forma nova, que aceita erros como algo inevitável, desmitifica o médico como super-herói”, conclui. As informações são da revista Time.

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Conheça Florence Nightingale e Ana Néri, umas das responsáveis pela enfermagem moderna.

A enfermagem tem um papel fundamental, pois é quem assume a responsabilidade pelo paciente durante o período que este permanece no ambiente hospitalar, para prestação de cuidados, e nesse ambiente é essencial a presença do enfermeiro que vai coordenar a assistência prestada ao cliente pela equipe de enfermagem e outros profissionais envolvidos.

NightingaleFlorence1000px Na medicina moderna podemos ressaltar o avanço com a figura de Hipócrates, o pai da medicina, que veio contribuir para a evolução deste setor com seus estudos. Neste período surge também “Florence Nightingale”,  uma das pioneiras da enfermagem, vinda de família nobre, tinha imensa vontade de servir ao próximo, mas não tinha aprovação de sua família. Como percussora da enfermagem moderna, participou da guerra da Criméia onde revolucionou a assistência prestada aos feridos da guerra que era ineficiente, recrutando 38 mulheres, entre religiosas e leigas para que pudessem auxiliá-la na missão.

Em dois meses Florence conseguiu, colocar ordem no hospital, o que lhe valeu a reputação administradora e reformadora dos hospitais. Em seis meses, ela havia reduzido a mortalidade a 2%. Os soldados a amavam e a respeitavam pelo conforto que lhes oferecia á frente de sua equipe de enfermeiras.

Mas foi pela ronda noturna que Florence se notabilizou. Depois que todos os profissionais já haviam se recolhido e os pacientes estavam no silêncio e na escuridão, ela ia fazer sua ronda solitária, empunhando uma pequena lâmpada para clarear o caminho, e ver as condições dos pacientes. A lâmpada que se tornou depois, o símbolo da enfermagem no mundo tem o formato da lâmpada do Aladim e, mesmo nas estátuas feitas na Inglaterra em homenagem a Florence, como heroína da guerra, é usada o mesmo símbolo.

Florence Nightingale fundou uma escola de enfermagem no Hospital Saint Thomas, que passou a servir de modelo para as demais escolas que foram fundadas posteriormente. Seu objetivo era preparar enfermeiras multiplicadoras de conhecimento e direcioná-las para os cuidados aos doentes pobres. O médico era a única pessoa naquela época qualificada para ensinar, e a ele cabia a responsabilidade de decidir quais funções seriam exercidas pelas enfermeiras. Florence morre em 13 de agosto de 1910, aos 90 anos de idade deixando florescente o ensino da enfermagem.

No Brasil temos como umas das pioneiras da enfermagem moderna Ana Néri, que teve seu nome homenageado na primeira escolaAna Néri 2 de enfermagem oficializada pelo governo federal, depois do reconhecimento de seu grande papel de assistência aos soldados brasileiros na guerra do Paraguai. A escola redimensionou o modelo da enfermagem profissional no Brasil ao selecionar para seus quadros moças de camadas sociais mais elevadas, com o apoio de uma política interessada em fomentar o desenvolvimento da profissão do seu próprio benefício, atendeu diretamente ao projeto estabelecido pela esfera dominante passando a ser conhecida como padrão de referência para as demais escolas.

A valorização do enfermeiro, no mercado atual depende de sua atuação, chamando para si aquilo que lhe é devido, pois ele é o profissional com competência para liderar, dar cuidados a pacientes graves, realizar procedimentos de maior complexidade e supervisionar de perto sua equipe, dentre tantas outras atribuições. É o enfermeiro que, no dia-a-dia, se relaciona com os pacientes e seus familiares, dando qualidade e conforto aos doentes, através de um cuidado especial.

Parabéns a essa classe de trabalhadores tão importante para a saúde de todos nós.

Equipe ACG Home Care